SOL NASCENTE UM OLHAR DE MISERICÓRDIA PARTE II

Olá meus irmãos em Jesus Cristo, eu quero começar falando sobre as coisas que eu vivi e presenciei enquanto acompanhava o projeto Sol Nascente, mas primeiro eu vou te levar a uma pequena e necessária reflexão, da necessidade das pessoas disponibilizarem o seu tempo como voluntários em projetos sociais, é claro que em casa nós normalmente fazemos café,  almoço ou janta para a nossa família, mas dificilmente fazemos uma parte a mais para as pessoas que passam fome em nosso bairro ou cidade e normalmente não separamos as nossas roupas todos os dias para fazer isso, então podemos até dizer que é obrigação do estado cuidar disso e em partes eu concordo com você, mas infelizmente o nosso governo é como nós mesmos, falho, eu posso te afirmar que isso acontece por que o governo é coordenado por pessoas comuns como nós, que espera que o outro faça aquilo que é nossa obrigação fazer, sabemos que as pessoas que são usuárias de drogas não querem ir para um abrigo com a assistência social e acabam morando nas ruas, afinal eles já abandonaram a própria casa da família que conhecem como esperamos que seja fácil eles irem com pessoas que não conhecem e eles vivem com frio, passando fome, procuram pequenos abrigos para se protegerem para ficarem próximos das drogas e alimentar o seu vício, a minha pergunta para você é, por que eles não querem ir com a assistência social para um abrigo, por pior motivo que nos pareça, você acha que isso é motivo suficiente para deixarmos que eles passem fome e frio? Se você disser que sim, eu te digo com toda a certeza da minha fé, isso é egoísmo meu irmão, se você fala de alguém que não conhece, mas mesmo que ele seja da sua família eu te falo, que de modo algum essa é a vontade de Deus, indiferença é egoísmo e falta de amor, por tanto falta de Deus.

Para te ajudar a responder essa pergunta meu irmão, a partir desse momento eu vou começar a escrever relatos das coisas que eu vi durante esse tempo que estamos distribuindo marmitas para os sem teto, eu só quero lembrar que por muitas vezes essas são pessoas que hoje estão caídas no fundo do poço, em algum momento elas já estiveram inseridas na sociedade e por um motivo de depressão ou uma tragédia que possa ter acontecido a em suas vidas, ficaram totalmente sem esperança perderam a fé, essas pessoas já foram médicos, engenheiros, arquitetos, eletricistas como eu, entre tantas profissões da nossa sociedade que hoje estão excluídos dela, mas são pessoas que sentem frio, sentem dor e que na sua maioria demonstram muito amor e caridade entre eles, pessoas que não tem nada, mas que se ajudam mutuamente repartindo o pouco que cada um tem, essas pessoas humanas por muitas vezes foram abandonadas pela sociedade, ou que se afastaram para sustentar um vício maligno que destrói a sua vida que destruiu a sua família e a alma do homem, elas sofrem e precisam de ajuda, elas sofrem.

Foi complicado no começo, nós não sabíamos muito bem como fazer, mas resolvemos fazer uma janta para que os sem teto da cidade pudessem ter pelo menos uma refeição no dia, nós tínhamos a cozinha do Projeto Sol Nascente então começamos montando marmitas, as mulheres cozinhavam com muito carinho e prepararam praticamente setenta marmitas ao todo e depois nós colocamos nos veículos e fomos em direção ao centro da cidade passando pelos locais onde haviam prédios fechados, não demorou para encontrarmos as pessoas deitadas em cima de papelões nas calçadas, nós chegávamos e nos apresentávamos para as pessoas que sempre nos recebiam muito bem, nós sempre perguntávamos se eles estavam com fome e sempre tinha algum deles que respondia que não havia comido nada o dia inteiro, nós distribuímos as marmitas para aquelas pessoas e seguíamos o caminho pelas ruas da cidade, todas as vezes que víamos uma pessoa caminhando sem rumo em condições precárias nós parávamos e oferecíamos comida, a primeira experiência foi gratificante e o trabalho foi rápido por que as marmitas acabaram muito rápido, depois daquele dia continuamos fazendo todos os meses esse trabalho com amor para com o próximo sempre agradecidos a Deus por ele nos dá a oportunidade de exercitar a caridade da doação de poder ajudar os nossos irmãos mais necessitados.

Eu quero dizer que eu creio em Deus pai, no seu filho Jesus Cristo e no Espírito Santo.

E você crê em Deus?

 

Odenilson tem 41 anos e é casado, engenheiro civil, técnico em eletrotécnica, trabalha com manutenção elétrica em uma empresa de geração de energia elétrica como eletricista, católico e intercessor.este homem procura viver todos os dias para a sua fé em Jesus Cristo.

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Odenilson tem 41 anos e é casado, engenheiro civil, técnico em eletrotécnica, trabalha com manutenção elétrica em uma empresa de geração de energia elétrica como eletricista, católico e intercessor.este homem procura viver todos os dias para a sua fé em Jesus Cristo.

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